Comerciantes dizem que banheiro está interditado e falta água no local
Os trabalhadores da feira Feira de São Joaquim, estão insatisfeitos e têm reclamado de problemas por causa da reforma que começou a ser feita no local. Por causa das obras, desde janeiro deste ano, os feirantes trabalham em um galpão da Companhia das Docas da Bahia (Codeba), localizado na Cidade Baixa. Em entrevista ao G1/Bahia, os ambulantes disseram que os banheiros não funcionam e falta água nos boxes até para cozinhar.“A gente veio em janeiro e a previsão era de quatro a seis meses para a gente retornar, só que até hoje não resolveram nada e estamos em uma situação precária”, afirma o feirante Almir Oliveira.
“Esse banheiro está interditado desde a Lavagem do Bonfim [janeiro de 2012] porque não tem água”, diz o feirante Anísio dos Santos.
A empresa que administra a obra da Feira de São Joaquim e também o local onde estão os feirantes hoje afirma que o banheiro não está fechado desde a Lavagem e que houve vandalismo no local. “Destruíram torneiras, uma porta foi arrancada. Elas [as torneiras] são de aço inox, de boa qualidade, vocês podem observar, e arrancam para levar a torneira. Nós interditamos [o banheiro], estamos com contrato de manutenção para fazer essa manutenção e entregar novamente, eu acho que daqui uns dez dias para eles tornarem a usar”, retruca Francisco Sampaio, coordenador da obra.
Os feirantes dizem que a mudança influenciou também no funcionamento dos 40 boxes e bancas que vendem produtos variados. Os donos e funcionários dos pequenos restaurantes têm reclamado muito da situação. “Tem que pagar para buscar a água para lavar os pratos. É um sufoco danado”, reclama a cozinheira Rita de Cássia do Prado.
O galpão onde está parte dos feirantes de São Joaquim tem um reservatório de água com capacidade para 30 mil litros, mas falta pressão no equipamento para encher o tanque. ” A solução encontrada é que a gente vai fazer um reservatório de 40, 60 mil litros no solo para que a gente bombeie água e encha o tanque constantemente. Em 30 dias isso está solucionado”, diz o coordenador da obra no local, Francisco Sampaio.
