Não adianta botar rodízio em Salvador. Não vai resolver. Uma saída seria as pessoas ajudarem umas as outras com o transporte solidário, mas isso não acontece.
O problema é que não temos ruas para tantos veículos. A verdade é uma só, estamos subdimencionados, são 3 mil automóveis sendo emplacados todo mês nesta cidade, para rodar nas mesmas vias. Inclusive estou denominando a ponte Salvador/Itaparica de “ponte de safena”, pois a capital baiana precisa mesmo é de uma ponte de safena, porque todas as nossa artérias estão entupidas. Se as artérias estão entupidas bota a “ponte de safena”, ou seja, a ponte Salvador/Itaparica.
A ideia é o “orizontalizar” mais esta cidade em direção à Ilha e o Baixo Sul, esta é um solução. Tem gente que é contra a ponte, porque não enxerga um metro além do nariz, mas a ponte vai ter que ser feita um dia. Em algum lugar, você vai ter que integrar esse patrimônio histórico que é Itaparica, à cidade de Salvador. Porque a cidade cresce e não tem pra onde ir.
Em Itapuã, por exemplo, começa Lauro de Freitas. Você chega em Paripe, desvia pra São Tomé e dali em diante a Ilha de São João já é Simões filho. Esse é um problema. À esquerda de Salvador já tem a Bahia de Todos os Santos. Como se pode crescer esta cidade horizontalmente? Só com a ponte. Então não adianta mais chamar de ponte Salvador/ Itaparica, é a ponte de Safena pra salvar as artérias de salvador que estão todas entupidas.
